
Meu perfil
Meu nome é Rebeca o/ mas pode me chamar de Bek mesmo..
e... =P
Nunca fui muito boa em escrever perfis...
Espero eu que vcs gostem do q publicarei aki
Está em fase de testes... quero saber se agrada ao público leitor
Quando terminar minha obra, buscarei ajuda para a capa
O título vem com o tempo =P
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Tudo estava pronto; nada mais poderia ser feito. Ali estavam eles, frente a frente, no momento decisivo do qual sempre fugiram. Olhavam-se, incrédulos, sem uma única oportunidade de retroceder ou seguir por um outro caminho. Era uma dessas situações decisivas, como um marco, um início ou um fim. As mãos denunciavam a ansiedade e o nervosismo, talvez a insegurança; tremiam e transpiravam; os dedos aguardavam o contato com o metal frio que selaria a cena e poria um fim na dúvida ordinária. Hesitantes, ambos estavam sérios. Nenhuma palavra era dita e, mesmo para os mais desatentos, era possível perceber a respiração descompassada dos personagens deste drama. "Como chegamos a esse ponto?" era o que, possivelmente, se perguntavam, em seus íntimos bagunçados e perturbados pelo momento. Momento este que parecia não ter fim. O relógio, na parede ao lado, estaria quebrado? O tempo estaria 'quebrado'? O "tic tac" soava tão distante e lento...
Olhavam-se, inquisidores, buscando uma certeza, uma razão. Nada fazia sentido nessa lógica tão óbvia. Não havia de que pedir perdão; não havia de quê perdoar. Sempre foram cúmplices e sabiam que era tudo uma grande consequência. A certeza oscilava entre um e outro, ia e vinha, inconstante. Era possível sentir as perguntas que eles se faziam em silêncio. Era quase audível a agonia deles se questionando sobre o presente. Destino? Eles nunca gostaram de não ter controle sobre a própria vida; "destino implica falta de controle sobre si mesmo... implica ser inútil fazer escolhas" era o q sempre diziam. Nunca haviam planejado esse desfecho, ou qualquer outra coisa. Tudo: as palavras, os agestos, os caminhos... tudo fora arbitrariamente acontecendo. Sem metas. Sem planos. Sem sonhos. Desejos. Sorrisos. Agora, isso. Nunca imaginaram que seria assim... que caminhavam para esse fim. Seria mesmo o fim?
Fim. Começo. Fim. Começo. É uma questão de ponto de vista. Poderia ser o fim de tudo; poderia ser o começo de algo. Olhavam-se como íntimos estranhos. Analisavam-se como se fosse a última vez. Viam-se como se fosse o primeiro encontro. Não sabiam ao certo se aquilo deveria ser feito, mas ambos o fariam. Estavam sendo observados, sabiam disso; sabiam, também, que só assim poderiam evitar uma desgraça. O passado... as arbitrariedades... agora os perseguia e ameaçava com uma grande espingarda apontada para suas esperanças e para seus amores...
Ela desconhecia a intenção dele; ele desconhecia o plano dela.
Chegara a hora. Seria necessário pouco tempo, o suficient para falar uma curta palavra, apenas uma. Fora lançada a pergunta. Primeiro ele. A voz dele saiu rouca e abafada e, mesmo ele, surpreendeu-se com o "sim" que desprendeu-se de suas entranhas. Novamente a pergunta fora feita, soava fantasmagórica e parecia vir de algum lugar no alto. O "não" sairia da boca dela da mesma forma covarde que entrara na mente. Respirou fundo e fechou os olhos; era necessário; mas o "sim" ecoou pelo ambiente entorpecendo-a. Ambos olharam assustados, por algum tempo, o salão cheio de gente. Um alívio percorreu cada veia e cada artéria ao constatarem a ordem de tudo. Não havia uma única amostra de ameaça naquele salão. Talvez o passado tivesse decidido não perturbar mais...
Os dedos, finalmente, encontraram o metal desejado. Estava feito; eles agora assinavam o compromisso. O sorriso parecia incontrolável, as carícias mais gostosas e os beijos mais saborosos. Agora estava acabado. A covardia inicial sucumbiu ao amor que havia entre eles. Estava acabado... estava acabado.... estava acabado... e, ainda agora, não tinham certeza do que havia acontecido. O padre, os convidados... todos parabenizavam o casal. Ninguém poderia imaginar o que estaria por vir. Nem mesmo eu... nem mesmo eles, mas foram avisados. Eles foram avisados e prosseguiram.
Ouviu-se então um tiro. A glória e a magia do momento deram lugar ao meu corpor jogado no chão, inerte. Meu sangue manchava o lustroso chão da igreja e meus olhos, ainda abertos, suplicavam por vida. Os noivos olhavam-me culpados, abraçavam-me enquanto eu já não respirava. Eles me mataram... eles me mataram... e sabem disso.
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Pois é =P
espero q tenham gostado >.<
ass: Bek Xavier